O Fantástico Mundo de Victor
Tudo é uma confusão de coisas que fiz e não fiz, e consequências, e sequências alucinadas de meias verdades, com meias mentiras, e eu pintando quadros que deviam ter sido e os que são, todos misturados sem ordem.
As pessoas que poderiam estar perto e não chegaram, as que eu podia ter conhecido e não falei, e também as que eu não tive coragem. Os papos que tiveram início e só terminaram na minha cabeça, e os que não começaram mas aconteceram de outras formas. Os olhares desviados, e os olhares fixos, embaralhados com os olhares que não existiram, os que não me viram e ainda os que eu não vi, junto aos que eu não retribuí e os que ignorei. Todos os pensamentos que não concluí, e também os que têm forma, os que tem vida e os que não tem valor. Juntos e misturados.
Todas as músicas que compartilhei, as que ouvi sozinho, as que não ouvi e as que ouço agora, e todas as outras que me ofereceram e eu não quis ouvir, e as músicas que me contaram algo e as que não me dizem nada. Os beijos que dei e os que ganhei, os que não guardei e os que ficaram na memória, os beijos que desejo, e os beijos que nunca darei. Os abraços românticos, os carinhosos, os abraços sem vontade e todos que não pude dar.
Tudo isso e muito mais, e ao mesmo tempo, rodando e cantando e dançando, com um ritmo inexplicavelmente estranho.
Eu lá no meio dessa bagunça, me divirto e revivo e resgato, e no final não tem fim, cada dia são novas imagens e também algumas se repetindo e é bom!
É um mundo imaginário meio fantástico e meio real. É confuso, é infinito, é denso, é estranho e é tão bonito quanto eu consigo criar.

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